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Angola prevê lançar Universidade Virtual em 2028

Universidade virtual 2028

Angola prevê lançar primeira Universidade Virtual em 2028

Angola pretende colocar em funcionamento a Universidade Virtual de Angola em 2028, num projecto que poderá levar licenciaturas e pós-graduações a estudantes através de plataformas digitais e modelos de ensino semi-presencial e à distância.

A meta avançada pelo secretário de Estado para o Ensino Superior, Eugénio da Silva, em declarações divulgadas no início de Setembro declara que o 2028 deve ser entendido como uma previsão.

Segundo o responsável, as infra-estruturas tecnológicas e as plataformas digitais que deverão sustentar o novo modelo estão em processo de consolidação e testes.

A instituição ainda não está criada nem pronta para receber inscrições.

Universidade pretende chegar a estudantes fora dos grandes centros

A principal justificação apresentada para o projecto é aumentar o acesso ao ensino superior.

Em Angola, a distância entre estudantes e instituições continua a ser um dos obstáculos à frequência universitária, sobretudo fora dos principais centros urbanos.

Além disso, trabalhadores e pessoas com limitações de mobilidade nem sempre conseguem adaptar-se a modelos de ensino exclusivamente presencial.

A Universidade Virtual pretende responder a parte desse problema através de plataformas digitais.

De acordo com as informações divulgadas, a futura instituição deverá disponibilizar cursos de licenciatura e pós-graduação.

Por outro lado, ensino digital não significa simplesmente colocar aulas gravadas na Internet.

Uma universidade desta natureza precisa de sistemas de avaliação, identificação de estudantes, bibliotecas digitais, plataformas de aprendizagem, ferramentas de comunicação, apoio pedagógico e mecanismos de segurança.

Projecto depende de infraestrutura digital

Aqui aparece talvez o maior desafio.

Uma Universidade Virtual só consegue ser inclusiva quando os estudantes têm conectividade suficiente para utilizá-la.

O custo da Internet, a disponibilidade de computadores e a literacia digital continuam, portanto, ligados ao sucesso da iniciativa.

Essa preocupação já tinha sido levantada quando o projecto foi discutido anteriormente.

Uma análise publicada pelo Expansão em Abril indicava que a implementação dependia não apenas da componente tecnológica, mas também da aprovação do enquadramento jurídico necessário.

O projecto tem uma ligação importante à AngoREN, Rede Nacional de Ensino e Investigação de Angola.

A rede foi concebida para interligar universidades e instituições de investigação através de infraestrutura digital de alta velocidade e prevê apoiar o ensino híbrido e online, incluindo as bases tecnológicas necessárias à Universidade Virtual.

Ainda existem etapas antes de 2028

Apesar da meta anunciada, ainda faltam vários passos.

Os estudos preliminares do modelo já terão sido concluídos e aprovados.

Contudo, permanecem etapas relacionadas com a operacionalização do projecto, constituição formal da instituição e aprovação pelas entidades competentes.

Por isso, seria prematuro tratar a UVA como uma universidade já existente.

Também ainda não foram detalhados publicamente elementos fundamentais como a lista inicial de cursos, número de vagas, modelo de propinas ou critérios de ingresso.

Essas informações serão determinantes para perceber quem realmente poderá beneficiar do projecto.

Educação digital pode abrir um novo mercado

Além do impacto académico, a Universidade Virtual pode estimular um pequeno ecossistema tecnológico em seu redor.

Plataformas de ensino, videoconferência, armazenamento em nuvem, sistemas académicos, segurança digital e produção de conteúdos são apenas alguns exemplos.

Ao mesmo tempo, universidades existentes poderão acelerar os próprios processos de digitalização.

Actualmente, várias instituições públicas já realizam inscrições de novos estudantes através da Internet, um avanço em relação às filas e processos inteiramente presenciais que durante anos dominaram o acesso ao ensino superior.

A universidade virtual seria um passo bastante maior.

2028 será o primeiro grande teste

A meta agora é clara.

Angola quer chegar a 2028 com condições para iniciar a actividade da nova instituição.

Construir uma universidade credível é outra história.

A tecnologia será apenas a estrada. A qualidade do ensino continuará a ser o destino.

Fontes utilizadas

  1. AngoREN e infraestrutura digital para ensino e investigação.Projecto TEST · consultada em 2026-09-06

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